Author: Bárbara

Hoje venho dar-te sete ideias de snacks saudáveis e simples. Apresento-te sete ideias: uma para cada dia da tua (incrível) semana que está hoje a começar! Aqui em Moçambique não tenho acesso aqueles produtos especiais que nós, as nutricionistas (ou quase nutricionistas), aconselhamos e usamos e que vocês às vezes nem nunca ouviram falar. Como queijo quark, bolachas marinheiras, farinha de amêndoa, bebida de arroz, açúcar de coco, stevia, pão de centeio com a semente-mais-especial-e-esquesitóide-de-que-nunca-ouvi-falar… Por aí! Por isso, se quero fazer snacks saudáveis tenho de me desenrascar com os alimentos simples que aqui vão existindo. Acredito que desse lado, exista alguma curiosidade em experimentar estas coisas todas que tem usos incríveis. Mas este post, sobre snacks saudáveis, será para aqueles que como eu, têm apenas acesso aos produtos mais banais e simples que se encontram nas prateleiras dos mini-mercados (ou na banca dos mercadinhos). Antes de mais, lembrar que é mesmo importante fazer snacks, isto é, fazer pequenos lanches entres as refeições. Ficar muito tempo sem comer, fazer jejum, reduz a produção das hormonas responsáveis por informar o cérebro que estamos saciados e aumenta a produção da hormona que nos dá a sensação de fome, então o que acontece quando ficamos muito tempo sem comer? Quando fizermos a próxima refeição, vamos atacar e devorar os alimentos que temos à frente de forma exagerada e desnecessária, porque o nosso corpo vai demorar mais tempo a perceber que estamos “satisfeitos”. O objetivo é fazermos lanches que nos deixem saciados até à próxima refeição e que tenham uma absorção lenta (pois quanto mais rápida for a absorção, mais será estimulada a formação de gordura). Posto isto, apresento sete ideias de lanches saudáveis e práticos (considero prático tudo o que consigo fazer na minha cozinha da Ilha de Moçambique!): SEGUNDA-FEIRA: Fruta fresca com sementes e canela; TERÇA-FEIRA: Iogurte natural com duas colheres de aveia; QUARTA-FEIRA: Tostas Integrais (SE NA ILHA DE MOÇAMBIQUE HÁ TOSTAS INTEGRAIS, TÊM DE EXISTIR EM TODO O LADO DO MUNDO!) com tomate e ovo cozido; QUINTA-FEIRA: Palitos de cenoura ou pepino com Hummus (trituro duas colheres de sopa de grão, junto sementes de sésamo, uma colher de chá de azeite e gotas de sumo de limão); SEXTA-FEIRA: Mug cake de banana, ovo e aveia (em breve público a receita super simples); SÁBADO: Tostas integrais com abacate esmagado; DOMINGO: Meia papaia recheada com iogurte natural e frutos secos. Vamos começar?? P.s. Devem ser feitos vários snacks ao dia ( pelo menos dois!). Aqui ficam

Para seres mais feliz, há uma regra básica: seres saudável. E hoje trago-te As 20 regras para seres saudável e podes alcançar a felicidade consequentemente. Mas, afinal, o que é "ser saudável"? Ser saudável, não é só sobre o que comes, mas também sobre o que pensas, o que fazes, o que dizes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) saúde é “o bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença…” e assim percebemos que um estilo de vida saudável não depende apenas do que temos na nossa cozinha, mas também do que temos na nossa cabeça e até no nosso coração. Vamos às regras? Bebe água. Muita, mesmo. Ri-te. Ri-te muito! Dorme pelo menos 8 horas por noite. Nunca deixes de tomar o pequeno almoço. Dispensa tempo a esta refeição. Recicla. Faz pequenos snacks entres as refeições. Dá um pouco do que tens de melhor aos outros. Não passes mais de uma hora sentado. Opta pelas escadas. Não te compares com os outros. Come devagar. Aproveita o momento da refeição. Sê grato. Nunca, nunca mesmo, vás às compras com fome. Gosta de ti. E mima-te. Pratica atividade física regularmente. Procura um desporto que te motive. Preocupa-te menos. Dança mais. Passa mais tempo em contacto com a Natureza. Faz corridas, caminhadas, anda de bicicleta. Passa tempo de qualidade com as pessoas de quem mais gostas. Viaja.   Depois de leres aqueles que considero as 20 regras para seres saudável, gostava que partilhasses comigo quais são as que já praticas e aquelas que sabes que deves fazer pequenas melhorias. Deixas-me saber quais são através de um comentário aqui no meu blog? Ou então, diz-me através do meu Instragram! Fico à espera do teu feedback!

Como já tenho vindo a dizer, estou a realizar o meu estágio à Ordem dos Nutricionistas em Moçambique desde Setembro de 2016 com a ONGD HELPO. Por isso, hoje venho falar sobre Desnutrição em Moçambique. Durante os primeiros três meses (Setembro, Outubro e Novembro) vivi na cidade de Nampula, onde estive a implementar o projeto Histórias da Alimentação. Este tinha como objetivo promover boas práticas de saúde alimentar e nutricional, através de instrumentos de aprendizagem e de comunicação, de forma a mudar e melhorar comportamentos em crianças da terceira, quarta e sexta classe. Através de uma história infantil adaptada e de atividades artísticas em torno da mesma, tentei transmitir conhecimentos básicos que podem vir a fazer toda a diferença nestas crianças. Para quem tiver curiosidade, clique para ver o vídeo elaborado com uma das turmas. No final de Novembro vim para a Ilha de Moçambique, onde estou a começar a desenvolver o Programa de Aconselhamento Nutricional Materno Infantil (PANMI), um programa da Helpo , que já se tem vindo a desenvolver com imenso sucesso em São Tomé e Príncipe (vídeo do PANMI em S.Tomé). Aqui, na Ilha, trabalho nas cinco Unidades Sanitárias (US) do distrito, onde participo nas Consultas da Criança Sadia (consultas de rotina mensais para crianças até os cinco anos de idade), dou formações aos técnicos de saúde das US e faço sessões com os cuidadores de crianças até aos cinco anos de idade a frequentarem as US. Mas porquê estes projetos? Porquê Moçambique? A alimentação é uma necessidade básica de todos os seres vivos. Para além de ser uma necessidade, deveria ser também um direito que faria justiça à dignidade humana de cada um. Infelizmente, apesar de ser um direito, nem todos têm acesso a uma alimentação que permite atingir um estado de nutrição adequado. Apesar da fome, a nível global, estar a diminuir, dados da FAO indicam que cerca de 795 milhões de pessoas no mundo ainda se encontram em estado de Desnutrição. Em Moçambique, a desnutrição crónica (baixa estatura para a idade), é responsável por um terço das mortes de crianças menores de cinco anos de idade. Para além deste efeito na taxa de mortalidade infantil, a malnutrição durante a infância pode causar também danos no desenvolvimento da criança, entrando assim no ciclo vicioso da desnutrição: Adaptado de UNICEF  Por isto, a HELPO está a implementar estes dois projetos em Nampula, a província de Moçambique com maior prevalência de desnutrição crónica, em que mais

Matapa de Mandioca é um prato muito tradicional aqui de Moçambique e delicioso. É feito, normalmente, com folhas de mandioca, amendoim e leite de coco. Se já visitaste Moçambique, já deves ter ouvido falar de Matapa. Espero que também tenhas provado porque, sem dúvida, é dos meus pratos favoritos por cá. A matapa é uma refeição riquíssima em nutrientes uma vez que as folhas de mandioca para além de serem uma excelente fonte de proteína e conterem imensa fibra, são uma "bomba" de vitaminas e minerais - entre os quais a Vitamina A e Ferro que carecem imenso na população Moçambicana . O leite de coco e o amendoim dão o gosto mais adocicado , e muito saboroso,  ao prato e também o enriquecem por serem dois alimentos também muito ricos em vitaminas, minerais e gorduras - daquelas que nos fazem bem gente . Acompanhei a minha deliciosa Matapa com um hambúrguer de grão e quinoa - que trouxe de Portugal, claro! - e saladinha da machamba (da horta). Que tal?? Com vontade de vir a Moçambique experimentar Matapa? Ou são daqueles que não se conquistam com os verdes?  Hoje não partilho a receita, mas prometo que quando regressar a Portugal irei dar o meu melhor para vos dar uma receita de matapa feita com alimentos portugueses. Combinado? Até lá, vão acompanhando a minha aventura pelo meu instagram!